A participação das mulheres na disputa eleitoral e nos cargos políticos aumentou nos últimos anos

A dificuldade das mulheres em angariar recursos para financiar as campanhas eleitorais é outro fator que desestimula a participação feminina. “Os homens têm mais habilidade na relação política com as empresas e lideranças”, Toninha Araújo, Secretária Estadual da Mulher do PT /PR.
no Brasil, mas o país ainda é um dos campeões mundiais da desigualdade de gênero na política. Nas eleições de 2010, 45 deputadas federais foram eleitas – quase 40% a mais que em 1986 – mas isso representa apenas 9% das cadeiras na Câmara Federal. Segundo o ranking internacional da União Interparlamentar (IPU), o Brasil ocupa a 118.ª posição na participação feminina no Parlamento, atrás de países latino-americanos como Bolívia, Peru e Chile. Nas disputas de 2008, as candidatas conquistaram aproximadamente 9% das prefeituras e 12,5% das cadeiras nas câmaras municipais.
Para o professor de Ciência Política da Uninter, Luiz Domingos Costa, uma explicação para este fenômeno é de ordem estrutural: o machismo da sociedade, que perdura na maioria das organizações, principalmente na igreja, nas empresas e nas escolas. “As mulheres não têm espaço nesses lugares e, assim, acabam sem estímulo para participar da política”, explica. Segundo Costa, existem ainda alguns grupos sociais – como idosos e pessoas com baixa escolaridade – que resistem a votar em mulheres. Leia o resto deste post »
























