Sequelas da campanha presidencial

Desde o início desta campanha eleitoral, principalmente no mês que antecedeu o segundo turno,  recebi uma quantidade infindável de emails relacionados a política em curso.
Posso dizer com toda a sinceridade, que deletei a maioria deles antes mesmo de abri-los. De antemão, já previa o teor da mensagem. Era sempre a mesma balela: piadas de mau gosto, vídeos agressivos,  matérias travestidas da boa prática jornalística  distorcidas e mentirosas, recheadas de preconceito. O perfil do remetente denunciava a armadilha.   
Foi uma verdadeira avalanche de ataques sem precedentes na história dirigidas ao Presidente da República e à candidata DILMA ROUSSEF.
Eram tantas as mentiras, que cheguei a seguinte conclusão: ou o povo tem memória curta, ou carece de leitura, pesquisa e informação.

Custa-me acreditar, por exemplo, que alguém possa levar a sério a história daquele porteiro de um prédio em Vitória-ES, que havia pedido demissão para viver do bolsa família, que iria lhe render quase R$ 1.400,00 mensais.
Era só procurar no Portal do Governo Federal e constatar que o auxílio do Bolsa Família varia de R$ 22,00 a 200,00 por família, dependendo o número de filhos em idade escolar e da renda familiar.
A má-fé era evidente e a intenção era realmente confundir o eleitor.

O aborto foi uma das questões predominantes na campanha difamatória e que levou muitas pessoas, principalmente as mulheres e religiosos, a ter medo da Dilma.

Durante a campanha que fiz na Rua das Flores, na Banquinha das Mulheres, uma senhora pediu para falar a sós comigo. Falando baixo, como se não  quisesse ser vista em conversa com petistas, a mulher perguntou  se a nossa candidata era favorável ao aborto. Respondi de pronto que a Dilma era contra. É claro que ela queria saber o porquê. Afinal, tanta gente já havia lhe havia dito que a Dilma assassinava criancinhas. Ela respirou aliviada, ao ser informada  de que essa história de ser contra ou a favor do aborto é cínica;  que o que está em jogo é a saúde da mulher e a proteção social devida.

Outra questão amplamente explorada nestas eleições foi o uso da (má) fé religiosa. Se não bastasse o fundamentalismo intrometido de alguns padres, bispos e pastores, até declarações do papa renasceram das tumbas para dar uma mão ao Serra. Juro. Já passa de trinta anos minha participação ativa na política e eu nunca, mas nunca mesmo, imaginaria que o sumo pontífice protagonizasse cena tão estapafúrdia.

A igreja, além de evangelizar, também tem a função de orientar os fiéis na vida e na política, porém de alma e corações bem abertos para proteger os fiéis da fúria incontrolável dos que buscam o poder pelo poder.  

Tem um ditado popular que diz: “A voz do povo é a voz de Deus”. E a voz do povo repercutiu nas urnas dando a merecida vitória à Dilma Rousseff. 

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
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