Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres tem nova ministra

Eleanora Menicucci substitui a ex ministra Iriny Lopes no comando da pasta. Iriny volta à Câmara dos Deputados, enquanto aguarda para participar das eleições municipais desse ano, quando se candidatará à Prefeitura de Vitória (ES).

Divorciada, mãe de dois filhos e avó de três netos, Eleonora Menicucci de Oliveira é graduada em ciências sociais pela Universidade de Minas Gerais, mestre em sociologia pela Universidade Federal da Paraíba, doutora em ciências políticas pela Universidade de São Paulo e pós-doutora em saúde e trabalho das mulheres pela Facultá de Medicina della Universitá Degli Studi di Milano, na Itália. Pró-reitora de extensão da Unifesp, ela lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde da Mulher e Relações de Gênero.

A nova ministra foi líder estudantilem Belo Horizonte(MG) e militou pelo extinto POC (Partido Operário Comunista). Ela foi presa e torturada durante o regime militar (1964-1985), quando esteve presa junto com a presidente Dilma Rousseff.

A nova ministra é conhecida pela defesa das causas feministas e pela luta pela descriminalização do aborto no país. Ela foi relatora no Brasil para o direito à saúde do Alto Voluntariado da ONU (Organização das Nações Unidas).

Eleonora Menicucci de Oliveira, disse que, como integrante do governo, deixará de marcar a posição pessoal sobre o assunto. Segundo ela, o tema deve ser tratado pelo Congresso Nacional. Menicucci porém defendeu que o aborto é uma questão de saúde pública como o combate às drogas e doenças sexualmente transmissíveis.

“A minha posição pessoal não diz respeito. Não interessa. A minha posição pessoal eu já dei em entrevista, nos anos 1970, 1980, 1990, quando o feminismo necessitava marcar posições (…) mas hoje, a partir de sexta-feira e do momento que aceitei com responsabilidade o convite da presidenta, eu sou governo e a matéria da legalização e descriminalização do aborto é uma matéria que não diz respeito ao Executivo, ela diz respeito ao Legislativo”, afirmou em sua primeira entrevista coletiva depois do anúncio oficial da troca ministerial.

Para Menicucci, o número de casos no Brasil de mulheres que morrem em abortos clandestinos supera a questão pessoal e se torna uma preocupação de saúde pública. Segundo ela, esses casos são a quarta causa de mortalidade materna no Brasil e a quinta no número de internações do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
Esse post foi publicado em Artigo, fotos e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s