Mulher pode

A libertação da mulher é a libertação de toda a humanidade”

(Marx)

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é dia de homenagear todas as mulheres do planeta, mas vale recordar também o que disse o eterno presidente Lula na Convenção Nacional do PT em 13/06/2010 em Brasília: “Essa novidade de ser mulher… e Dilma Vana Rousseff foi saudada festivamente com bandeiras na cor lilás por um grupo de meninas e adolescentes, vestindo camisetas com a inscrição “mulher pode”. E num gesto de gratidão, a então superministra exclamou: “Aqui se celebra em primeiro lugar, a mulher brasileira”! (…) “aqui se consagra e se afirma a capacidade de ser e de fazer da mulher”.

 Foi com essa capacidade, em defesa da democracia que Dilma enfrentou a ditadura civil militar (1964-1985), como também preconceitos diversos na campanha eleitoral à Presidência da República, e sua vitória foi também a de seus companheiros mortos e desaparecidos.

 Não foi à toa que ela escolheu para seu discurso de posse como Presidenta uma citação de Guimarães Rosa em ‘Grande Sertão: Veredas’: “O que a vida quer da gente é coragem”.

Coragem vista na trajetória de vida da mineira, estudiosa e militante de Belo Horizonte e como ministra do governo Lula, contrariou os padrões estabelecidos historicamente pela sociedade machista onde lugar de mulher é na vida privada e subalterna.

Neste 8 de março, vale refletir também as várias formas de desigualdade existentes ainda neste século entre homens e mulheres, no salário, no trabalho, nas decisões, na política, colocando a mulher “rainha do lar” sobrecarregada para cumprir os papéis de mãe, “dona de casa”, esposa e profissional. Apesar de tudo, muitas mulheres ascenderam culturalmente, economicamente e socialmente, graças também as políticas públicas afirmativas atuais.

Portanto há muito a conquistar no quesito relações de gênero, pois onde há opressão, há também muita resistência, considerando que as conquistas das mulheres ao longo dos séculos é o resultado dos questionamentos e lutas do feminismo e dos movimentos de mulheres no Brasil e no mundo sobre as relações de gênero e as diversas formas de violência e preconceitos impostos e historicamente construídos.

No caso das mulheres negras, as injustiças pesam ainda mais, pois elas sofrem discriminação de gênero, classe social e étnico-racial. É oportuno lembrar aqui da equidade de gênero, pois é fundamental considerarmos as necessidades e os direitos das diferentes mulheres, conforme sua etnia, classe social, idade, sexualidade, condições de vida e de trabalho. Querendo ou não, a diversidade existe e ela precisa ser respeitada.

Para encerrar nossa reflexão, que são muitas, precisamos, em todos os níveis de ensino, de uma educação anti-sexista, anti-racista, anti-homofóbica e uma pedagogia multicultural, popular que norteia uma Educação para a diversidade e para os Direitos Humanos.

Lembrando sempre que a “mulher pode” e deve realizar todos seus sonhos!

 

Prof.ª Joana Darc Faria de Souza e Silva professora de História e especialista em Ensino da Cultura, Artes e História afro-brasileira e indígena na educação básica e especialista em Educação de Jovens e Adultos. Executiva DM-PT/Toledo/PR.

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
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