O poder burguês militarizado no Paraná

“Malditas sejam todas as cercas que nos privam de viver e de amar!” (Pedro Casaldáliga)

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Há 27 anos o massacre se repete contra as trabalhadoras(es) da Educação Pública do Estado do Paraná. A volta ao passado, foi orquestrada, e a violência ampliada, comemorada e exibida ao mundo com esmero pela plumagem das forças do tucano Beto Richa e consortes.

A repressão, por dois dias consecutivos, 28 e 29 de abril de 2015 foi comparada ao 30 de agosto de 1988, pelas forças do então governador Álvaro Dias, hoje também do PSDB e comparada aos terríveis anos de chumbo da ditadura empresarial-civil-militar de 1964 a 1985, deixando marcas indeléveis na História do Paraná e do Brasil.

Agora, o retrocesso se deu, para contrariar a nossa “Pátria Educadora”, com uma pedagogia arcaica do “choque de gestão” dos cassetetes, balas de borracha, jatos d’água, bombas de gás de efeito imoral lançadas até por helicópteros, pit bulls, spray de pimenta, empurrões, pontapés, safanões, braços pintados de vermelho para simular ferimentos de policial, cercas e mais cercas. Assim foi o aparato de guerra instalado no centro dito “cívico” em Curitiba contra professoras, professores, estudantes e outras servidoras(es) em greve pelo descumprimento dos acordos com o governo na greve de fevereiro e finalmente contra o confisco ilegal, imoral do fundo da Paraná Previdência.

A barbárie, o terrorismo serviu para mostrar quem não conheceu e defende o regime militar, autoritário, desumano que usa a força para intimidar, massacrar aquelas(es) que lutam pelos direitos constitucionais do povo.

Aqui faço uma homenagem a Inês Etienne Romeu, mineira de Pouso Alegre, com sua bravura denunciou as torturas da Casa da Morte (Petrópolis/RJ), onde foi covardemente torturada e violentada por 96 dias e noites, por relutar contra a ditadura, foi a única sobrevivente, faleceu neste 27 de abril, às vésperas da truculência do governo fardado de Beto “Hitler” Richa contras as trabalhadoras(es) no Paraná.

Assim nossa história de resistência vem de longe, aliás, desde o período colonial, quantas revoltas e lutas populares em defesa da democracia, à custa de muitas vidas ceifadas de brasileiras e  brasileiros.

A tragédia recente em Curitiba serviu também para afirmarmos as lições de Marx e Engels, estudiosos que investigaram as dimensões catastróficas do capitalismo do século XIX e dos séculos seguintes: “A história da humanidade é a história da luta de classe…”. Serviu também para mostrar que o tal choque de gestão neoliberal do PSDB, vem cumprindo em seus governos, o receituário do Consenso de Washington, através do Instituto Millenium (IMIL), patrocinado pelos empresários(as), conservadores(as), pela mídia comercial, pelos colonizados(as), fundamentalistas e preconceituosos(as) de todos os matizes.

E aqui, os meus pêsames aos 31 deputados estaduais, inclusive o ex-prefeito de Toledo, Schiavinato, e as quatro únicas deputadas estaduais, indiferentes ao massacre, que aprovaram o saque da Paraná Previdência. O terror que afrontou a democracia, que traumatizou até quem não lá estava e encurralou e feriu milhares de pessoas indefesas.

Os fatos ainda são recentes e fala-se em apurá-los como negação das imagens vistas e repudiadas internacionalmente. No outro dia do terror as flores colocadas nas cercas do Palácio do ditador, falaram tudo!…Para que não se esqueça e nunca mais aconteça a repressão contra as trabalhadoras(es), esperamos uma Reforma Política e também Judiciária e para que tenhamos:

MAIS DEMOCRACIA, MAIS EDUCAÇÃO E NENHUMA REPRESSÃO.

Prof.ª Joana Darc Faria de Souza e Silva – Professora e Secretária de Formação do PT Toledo-PR

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
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