O machismo institucionalizado autoriza o desrespeito desenfreado à Presidenta da República

Diante de todos os ataques sofridos por mulheres no parlamento brasileiro as pessoas se sentem no direito de fazer o mesmo.

Desde que Dilma assumiu a Presidência da República as tentativas de desqualifica-la foram se intensificando. Xingamentos pessoais, fascistas, misóginos e preconceituosos viraram rotina, apesar de ser inconcebível tanta afronta a autoridade máxima do país. Desrespeitar a Presidenta é também desrespeitar o Brasil. Muito disso se deve por ela ser uma representação feminina, nunca na história do país um presidente foi tão violentado verbalmente. Contudo, esta semana todos os limites foram ultrapassados e a verbalização se materializou em forma de adesivos criminosos que incitam a violência do estupro.

Em uma tentativa de diminuir o papel da mulher na política, através do uso de termos pejorativos, o machismo nos discursos de alguns parlamentares vem se intensificando cada vez mais. No mês passado o Deputado Federal Valdir Rossoni (PSDB-PR) chamou uma professora de biscate e não foi a primeira vez, ele já chegou a dizer a uma estudante que ela era ‘mal comida’ e em outra ocasião ofendeu uma professora a chamando de jararaca.

No Congresso Nacional várias deputadas já sofreram agressões verbais e até físicas.  A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) teve o braço empurrado abruptamente pelo também deputado Roberto Freire (PPS-SP), após pedir para que ele parasse de interromper com cutucões a fala do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Não bastasse a agressão física, Jandira ainda foi ofendida pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF) que inverteu a lógica da agressão, acusando Jandira de agredir Freire, com a máxima machista de que “se bate como homem tem que apanhar como homem”.  Em 2013, a ex-Deputada Federal Manuela D’Avila (PCdoB/RS) foi vítima de declarações ofensivas, preconceituosas e machistas, com sua vida pessoal atacada sem qualquer justificativa, pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP).

Os episódios são muitos. Em 20 de maio de 2014, na sessão solene do Congresso que homenageava os 90 anos da Coluna Prestes, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) foi interrompida enquanto fazia uso da tribuna, sendo interpelada de forma agressiva com o som do seu microfone cortado. A agressão à Alice Portugal só não foi maior porque o agressor, um servidor da Casa, foi segurado por outros colegas que acompanhavam a sessão.  Em 09 de dezembro de 2014, a deputada Maria do Rosário, ao fazer um discurso defendendo os trabalhos da Comissão da Verdade e a investigação de crimes da Ditadura Militar, foi ofendida pela segunda vez por Jair Bolsonaro (PP/RJ) que repetiu a agressão de anos atrás, dizendo que só não a estupraria porque ela não merecia.

Em março deste ano, a deputada Janete Capiberibe (PSB/Amapá) foi intimidada pelo deputado Roberto Góes PDT/AP. Góes não teria gostado das críticas ao governante daquele Estado, tendo interrompido por duas vezes o discurso da parlamentar e, “não se limitando aos  impropérios  verbais  desferidos,  ousou deslocar-se  em  direção à deputada para  intimidá-la  ou  até  mesmo  agredi-la fisicamente”, conforme denunciado pela deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), que era coordenadora da Bancada Feminina na época.

Não só os xingamentos como também a não aprovação de leis que de alguma maneira beneficiam as mulheres e as colocam em lugares antes só ocupados por homens e são negligenciados pelo Parlamento nos colocam em uma posição inferior. Este mês a Câmara negou as cotas, na votação da Reforma Política, e se posicionando dessa maneira nos fez retroceder junto com eles.  O movimento feminista fica impedido de avançar o debate ao ter que fazer enfrentamento a violência a todo momento. Quando pensamos em discutir outros assuntos, como a nossa autonomia surge um novo fato que nos faz discutir novamente o que deveria ser o óbvio; a não violência de gênero, isso inclusive provoca o desgaste de nossa fala.

O resultado disso tudo se reflete na sociedade. A postura machista de políticos, em teoria os representantes do povo, auxilia na postura da sociedade que xinga, agride e violenta as mulheres. E quando chegamos ao nível de materializar as agressões na forma de adesivos que tentam desqualificar a Presidenta, serem misóginos e ofensivos a todas as mulheres, incitam a cultura do estupro e da violência é chegado o momento de ação efetiva para que eles parem. A revolta é não só pela defesa da figura da Presidenta Dilma, mas também pela dignidade feminina, pela dignidade de todas as mulheres. Em defesa das mulheres, pelo direito das mulheres em ocupar o espaço político, e o apelo para que nossos representantes sintam-se envergonhados em incitar o ódio, o machismo e a violência. Um apelo também para uma política mais humana, mais sensível, uma política de igualdade.

Em uma tentativa de diminuir o papel da mulher na política, através do uso de termos pejorativos, o machismo nos discursos de alguns parlamentares vem se intensificando cada vez mais. No mês passado o Deputado Federal Valdir Rossoni (PSDB-PR) chamou uma professora de biscate e não foi a primeira vez, ele já chegou a dizer a uma estudante que ela era ‘mal comida’ e em outra ocasião ofendeu uma professora a chamando de jararaca.

No Congresso Nacional várias deputadas já sofreram agressões verbais e até físicas.  A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) teve o braço empurrado abruptamente pelo também deputado Roberto Freire (PPS-SP), após pedir para que ele parasse de interromper com cutucões a fala do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Não bastasse a agressão física, Jandira ainda foi ofendida pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF) que inverteu a lógica da agressão, acusando Jandira de agredir Freire, com a máxima machista de que “se bate como homem tem que apanhar como homem”.  Em 2013, a ex-Deputada Federal Manuela D’Avila (PCdoB/RS) foi vítima de declarações ofensivas, preconceituosas e machistas, com sua vida pessoal atacada sem qualquer justificativa, pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP).

Os episódios são muitos. Em 20 de maio de 2014, na sessão solene do Congresso que homenageava os 90 anos da Coluna Prestes, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) foi interrompida enquanto fazia uso da tribuna, sendo interpelada de forma agressiva com o som do seu microfone cortado. A agressão à Alice Portugal só não foi maior porque o agressor, um servidor da Casa, foi segurado por outros colegas que acompanhavam a sessão.  Em 09 de dezembro de 2014, a deputada Maria do Rosário, ao fazer um discurso defendendo os trabalhos da Comissão da Verdade e a investigação de crimes da Ditadura Militar, foi ofendida pela segunda vez por Jair Bolsonaro (PP/RJ) que repetiu a agressão de anos atrás, dizendo que só não a estupraria porque ela não merecia.

Em março deste ano, a deputada Janete Capiberibe (PSB/Amapá) foi intimidada pelo deputado Roberto Góes PDT/AP. Góes não teria gostado das críticas ao governante daquele Estado, tendo interrompido por duas vezes o discurso da parlamentar e, “não se limitando aos  impropérios  verbais  desferidos,  ousou deslocar-se  em  direção à deputada para  intimidá-la  ou  até  mesmo  agredi-la fisicamente”, conforme denunciado pela deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), que era coordenadora da Bancada Feminina na época.

Não só os xingamentos como também a não aprovação de leis que de alguma maneira beneficiam as mulheres e as colocam em lugares antes só ocupados por homens e são negligenciados pelo Parlamento nos colocam em uma posição inferior. Este mês a Câmara negou as cotas, na votação da Reforma Política, e se posicionando dessa maneira nos fez retroceder junto com eles.  O movimento feminista fica impedido de avançar o debate ao ter que fazer enfrentamento a violência a todo momento. Quando pensamos em discutir outros assuntos, como a nossa autonomia surge um novo fato que nos faz discutir novamente o que deveria ser o óbvio; a não violência de gênero, isso inclusive provoca o desgaste de nossa fala.

O resultado disso tudo se reflete na sociedade. A postura machista de políticos, em teoria os representantes do povo, auxilia na postura da sociedade que xinga, agride e violenta as mulheres. E quando chegamos ao nível de materializar as agressões na forma de adesivos que tentam desqualificar a Presidenta, serem misóginos e ofensivos a todas as mulheres, incitam a cultura do estupro e da violência é chegado o momento de ação efetiva para que eles parem. A revolta é não só pela defesa da figura da Presidenta Dilma, mas também pela dignidade feminina, pela dignidade de todas as mulheres. Em defesa das mulheres, pelo direito das mulheres em ocupar o espaço político, e o apelo para que nossos representantes sintam-se envergonhados em incitar o ódio, o machismo e a violência. Um apelo também para uma política mais humana, mais sensível, uma política de igualdade.

Secretaria Estadual de Mulheres do PT/PR

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
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