O GOLPE À DEMOCRACIA – “A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM”

diga-nc3a3o-ao-golpe“Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”

(de Cecília Meireles, por Dilma Rousseff, em 2011).

Em pleno domingo, 17 de abril, após uma semana de discursos vazios e de baixo calão na Câmara Federal, o Brasil da Casa Grande e o mundo assistiu o vergonhoso golpe moderno, arquitetado desde a reeleição da presidenta Dilma, em 2014.

Historicamente, a luta de classe é uma batalha desigual. Agora, a maldade e a violência e o “mal banal” de Hannah Arendt está presente em todos os segmentos da nossa sociedade, onde, assim como a corrupção, se inclui os impichadores do processo civilizatório brasileiro.]
Os indícios do golpe irracional e da Constituição cidadã de 1988, constatados nas espionagens à presidenta, vindas lá do imperialismo estadunidense (com muitos recursos e afagos), é prática antiga para golpear democracias na América Latina e no Caribe.Desta vez o golpe no Brasil é moderno, sem canhões, mas, com armas diferentes, tecnológicas, principalmente que desrespeitou a privacidade da Presidenta da República, da “Claro”, do legislativo manobreiro, do judiciário espetacularizado, de um juiz sem juízo e da mídia nativa e suas campanhas nazi-fascista, onde a mentira repetidas vezes, torna-se uma verdade. Assim, a massa de manobra se formou rapidamente, com expropriação da bandeira nacional, que é de todos brasileiros e brasileiras, e do verde-amarelo, mesmo com a camiseta da CBF corrupta, para respaldar os golpistas no impedimento do governo Dilma, eleita legitimamente. Os contrários ao golpe, pouco vistos pela mídia e patrocinadores do golpe, são os mesmos de sempre. Quem brinca com política sofre graves consequências por parte de eleitos e eleitores.

Na semiótica do golpe, a manada de Cunha compareceu em peso, paramentada de símbolos e signos verde-amarelo, na lapela e no cabresto; o “sim” do golpe foi acompanhado de um discurso único e vazio, do famigerado relatório de Arantes e do advogado de Cunha.

Acordão feito e tudo preparado para o golpe espetacular. Cunha iniciou a chamada dos parlamentares e o “sim” dos impichadores (a maioria, com suas campanhas financiadas por Cunha), soou com os ecos da ditadura, na “marcha pela família, com Deus pela liberdade” de 1964, depois, seguida pela corrupção da qual fazem parte e que nunca quiseram combater. Minha indignação é maior quando soube que a velha propina rolou, e grandiosa, na famosa votação do “sim” ao golpe. A denúncia foi feita. E agora?

Quanto nepotismo, quanto despreparo e preconceito; quanto interesse pessoal. Até a imprensa, que fez a campanha sistemática do golpe, reclamou que não foi lembrada.

Gostaria de vê-los na Câmara Federal, num domingo, noite adentro, discutindo seriamente sobre a Reforma Política engavetada e, de verde-amarelo, junto com o povo, aprovando o texto que represente toda a sociedade brasileira. Mas, o que os conspiradores, sob o comando de Cunha e Temer querem,  é implantar o Plano “Ponte para o futuro”, disfarçado de inofensivo. Mas, é uma ponte para o passado ou para o inferno, porque suprime os direitos sociais e trabalhistas conquistados, alegando que são muitos gastos públicos, que não cabem no orçamento da União. É o Estado mínimo neoliberal, ultrapassado, vencido e reprovado nas urnas em quatro eleições presidenciais. É a supressão do processo civilizatório em curso. A democracia que nós defendemos é a democracia cidadã, de direitos, regida pela Constituição de 1988 e não uma democracia de mercado, onde “o Brasil vai bem e o povo vai mal”, como no passado.

Não podemos mais deixar a renda e a riqueza do nosso país, construída pelo povo, escapar para os paraísos fiscais do outro lado do Atlântico; ela tem que ser revertida a todos os brasileiros e brasileiras e garantir a soberania nacional.

Democracia sem direitos não faz sentido; é uma peça de ficção. A elite brasileira, com o culto ao ódio e à intolerância em todos os sentidos, não suporta ver o povo usufruindo dos seus direitos constitucionais de comer, morar, estudar, viajar, divertir, consultar etc. A elite não consegue conviver com o Estado democrático de direito e nem com a diversidade brasileira. Com palavras de ordem, vazias, preconceituosas, difama as ideias de esquerda, difamam com violência o ex-presidente Lula, a Presidenta Dilma, o PT e a cultura petista.

Por inveja, não reconhecem as transformações do Brasil, reconhecidas pela ONU e, “A verdade tarda, mas não falha e, a traição ninguém esquece”. “Esperamos que o Senado e o Judiciário se emancipem, pois, historicamente, no Brasil, as nulidades sempre triunfaram”.

Neste momento político, a Presidenta Dilma recebeu vários apoios no Brasil e no mundo; cumpriu sua agenda executiva e pessoal, normalmente. Dilma, mineira de BH, é uma mulher forte, ilibada e competente. A primeira mulher Presidenta do Brasil e a primeira mulher a pronunciar o discurso anual de abertura da Assembleia Geral da ONU, em 2011 – “Além do meu querido Brasil, sinto-me aqui representando

Nesta oportunidade, dedico este texto à Presidenta Dilma, que tem uma história de resistência, esperança e coragem.

“Dilma, guerreira da Pátria Brasileira” (refrão do Movimento das Mulheres).

Presidenta Dilma: Nossa luta é permanente. A luta continua!…

Adelante! Até a vitória, sempre!

Profa. Joana Darc Faria de Souza e Silva

Secretaria de Formação Política do Diretório do PT de Toledo/PR

Sobre mulheresdoforum

sou aposentada. Viajo bastante e quero usar este espaço para trocar informaçoes sobre política, cidadania, etc
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