O CENÁRIO POLÍTICO TENDO A MULHER COMO PROTAGONISTA

 “a mulher no poder”

Fazendo ligeira e despretensiosa meditação sobre o assunto, foi impossível escapar da pergunta geral que não quer calar: as mulheres estão tomando o poder? E a resposta é necessariamente a seguinte: Discretamente – e com muita competência – uma nova geração de mulheres está chegando ao poder em sociedades nas quais isso era impensável até pouco tempo atrás.

A  partir dessa constatação, fiz uma breve coleta de dados informativos que, se não preocupam a sociedade machista que insiste em manter os ranços do atraso e da incultura, sem dúvida a assustarão. Mas a intenção é apenas provocar  em cada um o seu pensar…

O século XXI vem imprimindo no rosto do mundo, a marca do inexorável empoderamento da mulher.

Não se trata de um fato pontual. Não se prende a um determinado segmento, ou de um determinado ramo de conhecimento ou atividade da raça humana. Não se trata, menos ainda, do poder pelo poder.

É um avanço que não admite retrocesso, cuja solidificação se demonstra desde seu afloramento, alicerçado  e permanente, não se ancorando na sorte ou no acaso.

Elas estão mais que suficientemente preparadas. E é necessário, porque do jeito que o mundo anda, é evidente que ser governado por homens não está dando muito certo. Com as mulheres no poder, é possível que as coisas melhorem. Mas elas vão ter que rebolar para consertar o que os homens fizeram.

 

NA POLÍTICA

Assim é, que no campo da administração política, a chegada de Dilma Vana Rousseff à presidência da república está muito longe de ser um fato insólito.

Na Alemanha,  Angela Merkel é a primeira a chefiar o governo do país. Ela é doutora em física e foi ministra do Meio Ambiente. No Chile, Michelle Bachelet é a primeira mulher a presidir um país latino-americano sem ter herdado o poder do marido. Pediatra, ela foi antes ministra da Saúde e ministra da Defesa.

Na Libéria, Helen Sirleaf é a primeira mulher eleita presidente na África. Formada em administração na universidade Harvard, foi diretora do Banco Mundial e é chamada de “dama de ferro”.

A Austrália tem uma mulher pela primeira vez em sua história como chefe de governo. É a advogada Julia Gillard, de 48 anos.

Laura Chinchilla, ex-vice-presidente e ex-ministra da Justiça da Costa Rica, venceu as eleições presidenciais, dia 07/02/10. Será a primeira mulher a ocupar o cargo no país, sendo a terceira centro-americana a chegar à presidência, depois da nicaraguense Violeta Chamorro e da panamenha Mireya Moscoso. Laura  é graduada em Ciência Política pela Universidade da Costa Rica e mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Em 1994, assumiu o cargo de vice-ministra de Segurança Pública, vindo a ser ministra da pasta entre 1996 e 1998 e, mais tarde, deputada, entre 2002 e 2006.

No Paraná Gleisi Helena Hoffmann,   iniciou sua caminhada política  na adolescência  no movimento estudantil, sua formação é em Direito, sendo também especialista em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Sua experiência profissional está na gestão pública e na vida política,  já foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública em Londrina no Paraná. Também integrou em 2002  a equipe de transição de governo do presidente Lula, neste mesmo ano,  foi  a primeira mulher indicada ao cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional,  em 2006, foi candidata  ao Senado Federal  e em 2008,  candidata do PT à prefeitura de Curitiba. Nas eleições de 2010, eleita a primeira Senadora do Paraná, com 3,196.468  milhões de votos.

Sem contar ilustres e valorosas concorrentes que não conseguiram se eleger, como Hillary Clinton nos EEUU;  Ségolène Royal na França; entre outras.

NO JUDICIÁRIO

No Brasil Ellen Gracie Northfleet, eleita no dia 15/3/96 para a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), é carioca e tornou-se a primeira mulher a assumir cargo de ministra na suprema corte, ao ser nomeada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 14 de dezembro de 2000, em maio de 2004.  foi nomeada vice-presidente do Supremo. Antes disso, entre seus principais cargos, a de presidência do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em 1997, quando dedicou sua gestão às metas de ampliação e interiorização da Justiça Federal de Primeira Instância e à racionalização dos serviços e praxes judiciários. Também já ocupou a vice-presidência do TSE, entre 2003 e 2004.

 

A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, será a primeira mulher a integrar o Conselho Nacional de Justiça e a assumir a corregedoria. Ela tomou posse no dia 08/09/10, em Brasília, como nova corregedora Nacional de Justiça, no seu discurso de posse assumiu a implantação de  dois projetos  o “Justiça em Dia”, para alavancar os processos paralisados,  e o de acompanhamento e monitoramento de demandas de grande repercussão para a sociedade. A ministra também afirmou que terá como prioridade em sua gestão de dois anos o fortalecimento das Escolas de Magistraturas, “ensinando ao magistrado ser a sua atividade muito maior e além de dar uma sentença ou assinar um despacho”.

A juíza Luislinda Valois, a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil, foi nomeada desembargadora substituta no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) no dia 30/08/10. Com isso, Valois se torna a primeira mulher negra a assumir posto de tal nível no Judiciário brasileiro.

Apesar de ainda não alcançarem a paridade na magistratura (30%) e estarem mais longe disso nos Tribunais Superiores (15,56%), a tendência é pela equidade, isso porque é crescente o número e o percentual de mulheres advogadas, que já são 50,51% da categoria.

As ministras da Defesa da Espanha e da Noruega, Carme Chacón e Grete Faremo, firmaram acordo para o desenvolvimento conjunto de um novo satélite de comunicação, o Hisnorsat. Previsto para ser lançado em 2014, permitirá cobrir melhor as necessidades de comunicação estratégicas dos dois países em âmbito militar e civil.

 NOS NEGÓCIOS

As mulheres são aproximadamente 24% nos cargos de chefia no mundo, segundo dados da consultoria The Grant Thornton International Business Report, baseados em informações referentes a empresas privadas em 36 países em 2009.  Mas, no ranking regional desse mesmo levantamento, a América Latina é o destaque. Tem 28% de mulheres em cargos de chefia, à frente do Leste da Ásia com 27%; Ásia-Pacífico com 25%; NAFTA (Canadá, Estados Unidos, México e Chile como associado) e países Nórdicos com 21%; e União Europeia com 20%.

O Brasil, especificamente, tem 21,43% de mulheres chefes, de acordo com dados da Catho Online, baseados em pesquisa realizada em fevereiro de 2009 e referente às informações de 89.075 empresas do Cadastro Catho.

Uma brasileira aparece em primeiro lugar na recente lista divulgada pela revista latino-americana “América Economia”, que elenca as gestoras que mais se destacam no mundo dos negócios. É Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, empresa que até a década de 1970 sequer aceitava mulheres engenheiras. A diretora ocupa a posição de executiva mais poderosa da América Latina, segundo a revista. Tem 57 anos, foi a primeira mulher a ocupar uma diretoria da Petrobras. Maria das Graças é formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é mestre em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e tem MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Sua carreira na empresa começou em 1978, como estagiária. Foi também presidenta da Petroquisa, gerente executiva de Petroquímica e Fertilizantes ligada à Diretoria de Abastecimento da Petrobras, e secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Presidiu ainda a Petrobras Distribuidora até 2007, quando assumiu o cargo que ocupa atualmente.

Em terceiro lugar aparece a brasileira Denise Johnson, presidente da General Motors do Brasil.

Outra brasileira figura na lista das executivas mais admiradas. Em 8º lugar, Luiza Helena Trajano é a diretora da rede de varejo Magazine Luiza. Formada em Direito e Administração de Empresas, Luiza é sobrinha dos fundadores da empresa e começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 63, já passou por todos os departamentos e administra mais de 600 lojas em 16 estados brasileiros. Segundo a revista “Exame”, ela tem uma política voltada para o bem-estar, a satisfação e o desenvolvimento do talento dos colaboradores, objetivando sempre melhores resultados. A Meta da empresa é chegar a um faturamento de 8,3 bilhões de dólares (R$ 14 bilhões) em 2015, mais do que o dobro estimado para as vendas deste ano.

O Oscar 2010, após 82 anos, teve uma mulher premiada como diretora de um filme. Kathryn Bigelow foi agraciada com a estatueta pelo filme “Guerra ao terror”, que também foi vitorioso nos quesitos melhor filme, roteiro original, montagem, edição de som e som.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Entre 1996 e 2008, o número de homens com doutorado é maior que o de mulheres, 43.228 contra 42.424. Mas, desde 2004, as mulheres superam os homens na obtenção anual de títulos de doutorado no Brasil. Elas representavam 44,2% em 1996 e, em 2008, já eram 51,5%.

Com relação à distribuição regional de tituladas, também houve um aumento em todas as regiões entre 1996 e 2008, com destaque para o Nordeste, que em 1996 tinha a menor proporção, 32,5%, e, em 2008, passou a ter 52,8%, a maior participação entre os titulados no Brasil.  A região Norte é a única onde as doutoras são minoria, 47,8%. Regiões Nordeste: 52,8%  Centro-Oeste: 51,8%  Sudeste: 51,4%  Sul: 51,3%  Norte: 47,8%

Brasil: 51,2%

 

 

 

MERCADO DE TRABALHO

As mulheres são 100 milhões de trabalhadoras em toda a América Latina e Caribe. Entre 1990 e 2008, a participação feminina no mercado de trabalho passou de 32% para 53% na região.

Além da inserção maciça de mulheres no mercado de trabalho, outra mudança é visível nas famílias, causada principalmente por profundas transformações sociais e demográficas. Houve um incremento de domicílios com apenas uma pessoa responsável, quase sempre uma mulher, um menor número de filhos e o aumento de pessoas idosas.

A proporção de famílias hoje encabeçadas por mulheres representa, em média, 30% do total de lares da América Latina. Em alguns países, como a Nicarágua, chega a 40%. No Brasil, 34,9% das famílias já são chefiadas por mulheres, segundo o último levantamento da OIT. E este percentual cresceu bastante na última década, passando de 25,9% para os atuais 34,9% entre 1998 e 2008. Hoje, embora (ainda) não tenhamos estatísticas atualizadas, é certo que esse percentual cresceu ainda mais.

Há que se considerar a atuação dos movimentos organizados de mulheres que tiveram um importante papel neste quadro revolucionário, e em curto período da história, com suas lutas, foram aos poucos quebrando paradigmas, na conquista de espaços e de direitos.

CAPACIDADE

Portanto, em todas as áreas da atividade humana a mulher vem se destacando vertiginosamente. Alguns setores que até a pouco eram tidos como de inteiro domínio masculino, foram desmistificados e hoje são administrados, dirigidos e chefiados por mulheres de inquestionável sucesso e competência.

Este é um momento na história, no qual o homem tem a grande chance de reconhecer a imensa capacidade feminina de se desdobrar em multifacetadas frentes de atividades e dirigindo-as simultaneamente, manter-se estável e serena, segura e suave, meiga e determinada.

Não estamos assistindo uma época de mudança… estamos vivendo uma mudança de época.

 

 

Celso Paulo da Costa, advogado, professor, presidente do Conselho Nacional de Leigos e Leigas Católicos do Brasil, Regional Sul 2. Contribuição Antonia Passos de Araujo, formada em Gestão Publica , militante do PT e do movimento de mulheres. O CENÁRIO POLÍTICO TENDO A MULHER COMO PROTAGONISTA 

            “a mulher no poder”

Fazendo ligeira e despretensiosa meditação sobre o assunto, foi impossível escapar da pergunta geral que não quer calar: as mulheres estão tomando o poder? E a resposta é necessariamente a seguinte: Discretamente – e com muita competência – uma nova geração de mulheres está chegando ao poder em sociedades nas quais isso era impensável até pouco tempo atrás.

A  partir dessa constatação, fiz uma breve coleta de dados informativos que, se não preocupam a sociedade machista que insiste em manter os ranços do atraso e da incultura, sem dúvida a assustarão. Mas a intenção é apenas provocar  em cada um o seu pensar…

O século XXI vem imprimindo no rosto do mundo, a marca do inexorável empoderamento da mulher.

Não se trata de um fato pontual. Não se prende a um determinado segmento, ou de um determinado ramo de conhecimento ou atividade da raça humana. Não se trata, menos ainda, do poder pelo poder.

É um avanço que não admite retrocesso, cuja solidificação se demonstra desde seu afloramento, alicerçado  e permanente, não se ancorando na sorte ou no acaso.

Elas estão mais que suficientemente preparadas. E é necessário, porque do jeito que o mundo anda, é evidente que ser governado por homens não está dando muito certo. Com as mulheres no poder, é possível que as coisas melhorem. Mas elas vão ter que rebolar para consertar o que os homens fizeram.

 

NA POLÍTICA

Assim é, que no campo da administração política, a chegada de Dilma Vana Rousseff à presidência da república está muito longe de ser um fato insólito.

Na Alemanha,  Angela Merkel é a primeira a chefiar o governo do país. Ela é doutora em física e foi ministra do Meio Ambiente. No Chile, Michelle Bachelet é a primeira mulher a presidir um país latino-americano sem ter herdado o poder do marido. Pediatra, ela foi antes ministra da Saúde e ministra da Defesa.

Na Libéria, Helen Sirleaf é a primeira mulher eleita presidente na África. Formada em administração na universidade Harvard, foi diretora do Banco Mundial e é chamada de “dama de ferro”.

A Austrália tem uma mulher pela primeira vez em sua história como chefe de governo. É a advogada Julia Gillard, de 48 anos.

Laura Chinchilla, ex-vice-presidente e ex-ministra da Justiça da Costa Rica, venceu as eleições presidenciais, dia 07/02/10. Será a primeira mulher a ocupar o cargo no país, sendo a terceira centro-americana a chegar à presidência, depois da nicaraguense Violeta Chamorro e da panamenha Mireya Moscoso. Laura  é graduada em Ciência Política pela Universidade da Costa Rica e mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. Em 1994, assumiu o cargo de vice-ministra de Segurança Pública, vindo a ser ministra da pasta entre 1996 e 1998 e, mais tarde, deputada, entre 2002 e 2006.

No Paraná Gleisi Helena Hoffmann,   iniciou sua caminhada política  na adolescência  no movimento estudantil, sua formação é em Direito, sendo também especialista em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Sua experiência profissional está na gestão pública e na vida política,  já foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública em Londrina no Paraná. Também integrou em 2002  a equipe de transição de governo do presidente Lula, neste mesmo ano,  foi  a primeira mulher indicada ao cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional,  em 2006, foi candidata  ao Senado Federal  e em 2008,  candidata do PT à prefeitura de Curitiba. Nas eleições de 2010, eleita a primeira Senadora do Paraná, com 3,196.468  milhões de votos.

Sem contar ilustres e valorosas concorrentes que não conseguiram se eleger, como Hillary Clinton nos EEUU;  Ségolène Royal na França; entre outras.

NO JUDICIÁRIO

No Brasil Ellen Gracie Northfleet, eleita no dia 15/3/96 para a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), é carioca e tornou-se a primeira mulher a assumir cargo de ministra na suprema corte, ao ser nomeada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 14 de dezembro de 2000, em maio de 2004.  foi nomeada vice-presidente do Supremo. Antes disso, entre seus principais cargos, a de presidência do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em 1997, quando dedicou sua gestão às metas de ampliação e interiorização da Justiça Federal de Primeira Instância e à racionalização dos serviços e praxes judiciários. Também já ocupou a vice-presidência do TSE, entre 2003 e 2004.

 

A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, será a primeira mulher a integrar o Conselho Nacional de Justiça e a assumir a corregedoria. Ela tomou posse no dia 08/09/10, em Brasília, como nova corregedora Nacional de Justiça, no seu discurso de posse assumiu a implantação de  dois projetos  o “Justiça em Dia”, para alavancar os processos paralisados,  e o de acompanhamento e monitoramento de demandas de grande repercussão para a sociedade. A ministra também afirmou que terá como prioridade em sua gestão de dois anos o fortalecimento das Escolas de Magistraturas, “ensinando ao magistrado ser a sua atividade muito maior e além de dar uma sentença ou assinar um despacho”.

A juíza Luislinda Valois, a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil, foi nomeada desembargadora substituta no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) no dia 30/08/10. Com isso, Valois se torna a primeira mulher negra a assumir posto de tal nível no Judiciário brasileiro.

Apesar de ainda não alcançarem a paridade na magistratura (30%) e estarem mais longe disso nos Tribunais Superiores (15,56%), a tendência é pela equidade, isso porque é crescente o número e o percentual de mulheres advogadas, que já são 50,51% da categoria.

As ministras da Defesa da Espanha e da Noruega, Carme Chacón e Grete Faremo, firmaram acordo para o desenvolvimento conjunto de um novo satélite de comunicação, o Hisnorsat. Previsto para ser lançado em 2014, permitirá cobrir melhor as necessidades de comunicação estratégicas dos dois países em âmbito militar e civil.

 NOS NEGÓCIOS

As mulheres são aproximadamente 24% nos cargos de chefia no mundo, segundo dados da consultoria The Grant Thornton International Business Report, baseados em informações referentes a empresas privadas em 36 países em 2009.  Mas, no ranking regional desse mesmo levantamento, a América Latina é o destaque. Tem 28% de mulheres em cargos de chefia, à frente do Leste da Ásia com 27%; Ásia-Pacífico com 25%; NAFTA (Canadá, Estados Unidos, México e Chile como associado) e países Nórdicos com 21%; e União Europeia com 20%.

O Brasil, especificamente, tem 21,43% de mulheres chefes, de acordo com dados da Catho Online, baseados em pesquisa realizada em fevereiro de 2009 e referente às informações de 89.075 empresas do Cadastro Catho.

Uma brasileira aparece em primeiro lugar na recente lista divulgada pela revista latino-americana “América Economia”, que elenca as gestoras que mais se destacam no mundo dos negócios. É Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, empresa que até a década de 1970 sequer aceitava mulheres engenheiras. A diretora ocupa a posição de executiva mais poderosa da América Latina, segundo a revista. Tem 57 anos, foi a primeira mulher a ocupar uma diretoria da Petrobras. Maria das Graças é formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é mestre em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e tem MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Sua carreira na empresa começou em 1978, como estagiária. Foi também presidenta da Petroquisa, gerente executiva de Petroquímica e Fertilizantes ligada à Diretoria de Abastecimento da Petrobras, e secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Presidiu ainda a Petrobras Distribuidora até 2007, quando assumiu o cargo que ocupa atualmente.

Em terceiro lugar aparece a brasileira Denise Johnson, presidente da General Motors do Brasil.

Outra brasileira figura na lista das executivas mais admiradas. Em 8º lugar, Luiza Helena Trajano é a diretora da rede de varejo Magazine Luiza. Formada em Direito e Administração de Empresas, Luiza é sobrinha dos fundadores da empresa e começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 63, já passou por todos os departamentos e administra mais de 600 lojas em 16 estados brasileiros. Segundo a revista “Exame”, ela tem uma política voltada para o bem-estar, a satisfação e o desenvolvimento do talento dos colaboradores, objetivando sempre melhores resultados. A Meta da empresa é chegar a um faturamento de 8,3 bilhões de dólares (R$ 14 bilhões) em 2015, mais do que o dobro estimado para as vendas deste ano.

O Oscar 2010, após 82 anos, teve uma mulher premiada como diretora de um filme. Kathryn Bigelow foi agraciada com a estatueta pelo filme “Guerra ao terror”, que também foi vitorioso nos quesitos melhor filme, roteiro original, montagem, edição de som e som.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Entre 1996 e 2008, o número de homens com doutorado é maior que o de mulheres, 43.228 contra 42.424. Mas, desde 2004, as mulheres superam os homens na obtenção anual de títulos de doutorado no Brasil. Elas representavam 44,2% em 1996 e, em 2008, já eram 51,5%.

Com relação à distribuição regional de tituladas, também houve um aumento em todas as regiões entre 1996 e 2008, com destaque para o Nordeste, que em 1996 tinha a menor proporção, 32,5%, e, em 2008, passou a ter 52,8%, a maior participação entre os titulados no Brasil.  A região Norte é a única onde as doutoras são minoria, 47,8%. Regiões Nordeste: 52,8%  Centro-Oeste: 51,8%  Sudeste: 51,4%  Sul: 51,3%  Norte: 47,8%

Brasil: 51,2%

 

 

 

MERCADO DE TRABALHO

As mulheres são 100 milhões de trabalhadoras em toda a América Latina e Caribe. Entre 1990 e 2008, a participação feminina no mercado de trabalho passou de 32% para 53% na região.

Além da inserção maciça de mulheres no mercado de trabalho, outra mudança é visível nas famílias, causada principalmente por profundas transformações sociais e demográficas. Houve um incremento de domicílios com apenas uma pessoa responsável, quase sempre uma mulher, um menor número de filhos e o aumento de pessoas idosas.

A proporção de famílias hoje encabeçadas por mulheres representa, em média, 30% do total de lares da América Latina. Em alguns países, como a Nicarágua, chega a 40%. No Brasil, 34,9% das famílias já são chefiadas por mulheres, segundo o último levantamento da OIT. E este percentual cresceu bastante na última década, passando de 25,9% para os atuais 34,9% entre 1998 e 2008. Hoje, embora (ainda) não tenhamos estatísticas atualizadas, é certo que esse percentual cresceu ainda mais.

Há que se considerar a atuação dos movimentos organizados de mulheres que tiveram um importante papel neste quadro revolucionário, e em curto período da história, com suas lutas, foram aos poucos quebrando paradigmas, na conquista de espaços e de direitos.

CAPACIDADE

Portanto, em todas as áreas da atividade humana a mulher vem se destacando vertiginosamente. Alguns setores que até a pouco eram tidos como de inteiro domínio masculino, foram desmistificados e hoje são administrados, dirigidos e chefiados por mulheres de inquestionável sucesso e competência.

Este é um momento na história, no qual o homem tem a grande chance de reconhecer a imensa capacidade feminina de se desdobrar em multifacetadas frentes de atividades e dirigindo-as simultaneamente, manter-se estável e serena, segura e suave, meiga e determinada.

Não estamos assistindo uma época de mudança… estamos vivendo uma mudança de época.

 

 

Celso Paulo da Costa, advogado, professor, presidente do Conselho Nacional de Leigos e Leigas Católicos do Brasil, Regional Sul 2. Contribuição Antonia Passos de Araujo, formada em Gestão Publica , militante do PT e do movimento de mulheres.

Uma resposta para O CENÁRIO POLÍTICO TENDO A MULHER COMO PROTAGONISTA

  1. PARABENS PELO EXPOSTO E VAMOS TODOS APOIAR E CONTRIBUIR PARA QUE ESTE MOVIMENTO MUDE DE FATO A HISTORIA DO NOSSO BRASIL.

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